"Se calhar, estava a reconstruir a sua minúscula existência, se calhar, tinha voltado aquele bar onde nos tínhamos encontrado, se calhar, tinha recomeçado dali. E outro homem se tinha aproximado para lhe perguntar alguma coisa. Estava acostumada a vender-se por pouco, por um olhar que lhe devolvesse uma imagem de si própria, uma qualquer. Sim, iria acabar nos braços de um homem que a deixa-se perder-se em paz. Um parvalhão que não a conhecia, que não sabia como ela era preciosa, que ignorava o seu sofrimento. Ela deixar-se-ia foder para ter a ilusão que ainda existia, viraria a cabeça na almofada e choraria onde ele não a podia ver. Eu é que a via."Não te movas, Margaret Mazzantini
domingo, 30 de setembro de 2012
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