domingo, 22 de abril de 2012

Adolescente!

M. 9 anos
Tu és uma adolescente e a mãe é uma adulta!
Heidi: ????
M.: Se não és adolescente pareces...!

sábado, 14 de abril de 2012

Elogio?

Só houve uma parte da conversa que não percebi:
É importante para si receber o elogio?
Sim!
Há pessoas que estão anos sem receber um elogio..!


E isso é uma coisa boa para essas pessoas? Esse facto deve deixar-me feliz? Haver pessoas que estão anos sem receber um elogio? Com o mal dos outros posso eu bem, ou não? O que é que isso me interessa? Devo ficar feliz por não receber elogios???? Estou confusa!
Porque quando falo não obtenho uma reacção?
Porque é que tive conhecimento do diagnóstico pela internet e não pessoalmente?
Não tenho esse direito?
Porque é que eu devia estar a sentir-me melhor e estou a sentir-me pior com esta merda toda?

Pergunte a si próprio: como é a minha personalidade?


Para dar a resposta a esta questão estará a referir-se a um padrão mais ou menos estável de princípios e crenças que são seus, relacionados com sua maneira típica de pensar, sentir, e agir em função dos mesmos. Este conjunto de características a que nos referimos denominamos estilo de personalidade.
Os estilos de personalidade, por sua vez, podem ser vistos como um conjunto de traços que se organizam de determinadas formas. Uma parte significativa do estudo da psicologia incide sobre a forma como estes traços de personalidade e as situações diárias se influenciam.
Como simplificação absoluta vamos considerar que não existem determinados estilos de personalidade (nem traços…) melhores que os outros, assumindo que cada um deles tem as suas vantagens e desvantagens!
Assim, todos nós nos poderemos rever mais ou menos num estilo de personalidade… Será que eu gosto de estar isolado das outras pessoas? Ou tenho medo que me rejeitem e por isso evito contactos sociais? Sou muito indeciso e prefiro que outros escolham por mim? Ou acho que só as minhas decisões são que contam? …. Todos os traços de personalidade se organizam para constituírem a nossa estrutura ao longo da vida e nós vamos conseguindo ter as nossas relações íntimas, os nossos estudos, os nossos trabalhos, as nossas conquistas.
Existe, naturalmente, uma dúvida que se impõe neste contexto: se todos temos estilos de personalidade, então o que são perturbações de personalidade?
Os traços de personalidade mencionados podem, algumas vezes, tornar-se desadaptativos, inflexíveis e a pessoa começa a sentir prejuízo no seu dia-a-dia devido às consequências negativas da sua interacção com os outros e com o mundo.
(.....)
http://oficinadepsicologia.com/sobre-si/perturbacoes-de-personalidade


Distimia

Muito mais frequente que a depressão franca, a Distimia é a denominação psiquiátrica do mau humor
Distimia ou Transtorno Distímico é uma forma cronica de depressão, cuja gravidade costuma ser menor do que a Depressão Maior. Em benefício de melhor entendimento, felizmente parece haver um consenso de que o chamado Transtorno Depressivo Maior, a Distimia e algumas Disforias (rebaixamentos do estado de humor) transitórias seriam manifestações de um mesmo processo patológico, o qual resulta em sintomas depressivos. Tal variedade de estados de humor deprimido compartilha os mesmos sintomas, responde aos mesmos medicamentos antidepressivos e podem ser abordados por técnicas psicoterapêuticas similares.
 Geralmente o paciente com Distimia costuma ter o humor algo depressivo a maior parte do tempo, mas não expressivamente depressivo como acontece na Depressão Maior. Pode apresentar inquietação, ansiedade e sintomas neurovegetativos, como por exemplo, queixas digestivas, cardiocirculatórias, musculares, dor de cabeça. É muito marcante nos distímicos a tendência em dedicar pouco tempo para actividades de lazer, valorizando em excesso actividades produtivas. Outros sintomas que chama a atenção é a tendência à irritabilidade, ironias, crises de raiva e excesso de críticas.
É certo entender a Distimia como uma síndrome depressiva de grau leve ou moderado, cujos sintomas são persistentes e cuja prevalência é maior do que a Depressão Maior.
Os critérios oficiais para diagnóstico de distimia foram estabelecidos pela primeira vez na terceira edição do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM.III), em 1980.
(…)
Resumindo, Distimia é um transtorno depressivo do humor, tem natureza crónica, se inicia insidiosamente desde a infância ou adolescência e não tem sintomas graves o suficiente para ser diagnosticada como Depressão Maior, ou seja, o transtorno é considerado como uma depressão de baixa intensidade, flutuante e duradoura.
Alguns pacientes distímicos, de facto, não se queixam propriamente de tristeza, entretanto, queixam muito apropriadamente de falta de alegria de viver: “- doutor, eu não estou com tristeza, mas também não sinto alegria ou prazer com nada”. Além disso, os próprios distímicos manifestam grande preocupação com sua inadequação. Quer dizer, eles mesmos sabem que são “chatos” e lamentam por isso.
Muitas pessoas com Distimia relatam que estiveram deprimidas durante toda a sua vida e acabam tendo uma concepção existencial deturpada pelo mau humor crónico. Geralmente elas se auto-definem como tristes ou "na fossa", mas geralmente são definidas pelas outras como mal-humoradas, amargas, irónicas e implicantes. Embora a Distimia seja considerada menos grave que a Depressão Maior, suas consequências podem ser graves e incluem prejuízo grave do desempenho familiar, social e profissional, aumento de sintomas físicos e doenças psicossomáticas e aumento do risco de desenvolver Depressão Maior.
Em geral esses pacientes costumam ser tensos, rígidos e resistentes às sugestões de terapia. Como frequentemente eles podem ser sarcásticos, rabugentos, exigentes e queixosos, não é raro que o médico de outras especialidades sinta-se irritado com eles. Apesar disso, o funcionamento social das pessoas com Distimia é relativamente estável e muitas delas investem sua energia fortemente no trabalho, desprezando quase totalmente o prazer, as actividades familiares e sociais. (Akiskal, 1999)
A prevalência da Distimia na população geral é assustadora. Alguns autores cogitam ser aproximadamente de 3 a 6% da população geral os portadores de Distimia (Seretti, 1999 – Akiskal, 1994 – Avrichir, 2002), sendo um dos quadros clínicos mais comummente encontrados na prática médica. Em relação à distribuição da Distimia entre homens e mulheres, o transtorno é relativamente mais frequente em mulheres, embora não tanto como acontece na Depressão Maior, onde a proporção é de 2:1.
A despeito da imensa população de distímicos, esses pacientes não procuram ou relutam muito em procurar tratamento específico para a questão emocional, apesar de se manterem sempre muito queixosos e insatisfeitos com a vida. Trata-se de uma alteração afectiva bastante incómoda, não só do ponto de vista emocional, fazendo sofrer o paciente e, comummente, quem com ele convive, como também do ponto de vista orgânico, se manifestando por inúmeros sintomas físicos, os quais acabam fazendo com que os pacientes procurem os médicos com queixas vagas e mal definidas, tais como mal-estar, letargia e fadiga.
Por outro lado, se os distímicos relutam em procurar ajuda psiquiátrica, a maioria deles procura médicos de outras especialidades e geralmente eles não serão diagnosticados correctamente (Akiskal, 2001). Por causa disso, inúmeros exames de laboratórios são inutilmente solicitados, inúmeras consultas a especialistas são marcadas, muitos medicamentos são inutilmente consumidos.

Prováveis causas

Os mecanismos neuropsiquiátricos envolvidos na Distimia ainda não foram claramente esclarecidos, entretanto, já se pode falar em alterações nos sistemas neuroendócrinos, principalmente no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal e hipotálamo-hipófise- tireoidiano, tal como acontece nas doenças depressivas em geral.
De fato, os dados do eletroencefalograma (EEG) durante o sono e as anormalidades nos testes dos neuro-hormônios TRH-TSH das pessoas distímicas mostram os mesmos padrões neurofisiológicos encontrados no Transtorno Depressivo Maior, reforçando assim a natureza constitucional do transtorno (Akiskal, 1994).
O envolvimento dos sistemas de alguns neurotransmissores e neuroreceptores, tal como também acontece nas doenças depressivas em geral, pela resposta positiva aos medicamentos que aumentam a disponibilidade de serotonina, noradrenalina e dopamina.
A causa da Distimia, como tantos outros quadros afectivos, é multifatorial. Entre esses múltiplos factores destacam-se a hereditariedade, predisposição biológica, traços de temperamento, estressores vivenciais, entre outros. Eventos de vida estressantes na infância podem ter um papel importante no perfil afectivo distímico do adulto, segundo alguns pesquisadores (Hayden, 2001 - Lizardi, 2000).
(….)
Tratamento clínico

A psicoterapia é um importante componente do tratamento. Em geral a terapia cognitiva comportamental tem demonstrado ser eficaz no tratamento de distimia. A terapia cognitiva comportamental deve ser planejada para ser realizado por um tempo limitado, cujos objectivos principais é fazer o paciente reconhecer as circunstâncias que levam à depressão e estruturar a uma resposta emocional adequada.
   
Sobre o uso de medicamentos, existe evidência científica comparando o uso de antidepressivo e o uso placebo para o tratamento medicamentoso da Distimia. Estudos mostram que 50 a 60% dos pacientes com distimia respondem ao tratamento com antidepressivos (Williams , 2000). Actualmente o tratamento considerado mais eficaz é aquele que associa o uso de medicamentos com psicoterapia, principalmente a terapia da linha cognitiva comportamental.
De fato, os antidepressivos são eficazes no tratamento em curto prazo da distimia (Lima, 1999). Entre os antidepressivos indicados para o tratamento da Distimia sugerem-se os serotoninérgicos, não só pela eficácia terapêutica, como pela maior tolerabilidade. As doses geralmente são as habituais, sem nenhuma evidência de que doses maiores sejam necessárias.
Apesar dos resultados dos antidepressivos serem satisfatórios em curto prazo, isto é, em no máximo 12 semanas, deve-se considerar a natureza crónica da Distimia. Isso quer dizer que há possibilidades do mesmo perfil distímico voltar depois de algum tempo da interrupção da medicação. Isso é um dos motivos pelos quais a psicoterapia tem fundamental importância. Espera-se que depois de 12 meses de tratamento medicamentoso juntamente com psicoterapia, o paciente tenha adquirido uma nova atitude emocional não patogénica.
Ballone, GJ - Distimia, in. PsiqWeb, Psiquiatria Geral, disponível na Internet em http://www.psiqweb.med.br/, 2011.

Texto exagerado de propósito

Este texto é exagerado de propósito, não se ofenda.
Ninguém tem todos esses sintomas e todos esses traços de personalidade. Muitos Distímicos se esforçam para vencer as dificuldades de relacionamento e serem mais sociáveis. Eles são injustiçados porque as pessoas não sabem que seu mau humor é causado por uma doença.


A Depressão vem em fases mais ou menos fortes e bem delimitadas. A Distimia é um estado depressivo crônico que costuma aparecer na adolescência ou na infância.
OBS.: O diagnóstico Distimia substituiu outros como "Neurose Depressiva", "Depressão Neurótica", "Neurastenia", "Melancolia", "Transtorno Depressivo de Personalidade".
1) Qual é a "fama" da pessoa Distímica ?:
Melancólicas, depressivas desde a infância ou adolescência.
Baixo astral, pessimistas, reclamonas, encucadas.
Perfeccionistas que não têm muita tolerância para as imperfeições  dos outros.
Auto-estima baixa e auto-crítica alta.
Dificuldade para confraternizarem.
Desenvolvimento profissional pode ser prejudicado pela dificuldade  de relacionamento com colegas.
2) Desenvolvimento:
Geralmente as distímicas recebem estímulos negativos no trabalho, nas atividades sociais, nos namoros. Isso reforça sua visão negativa do mundo.
Sucesso atrai sucesso, dinheiro atrai dinheiro, poder atrai poder, sorte atrai sorte, beleza atrai beleza, Distimia atrai isolamento social, rejeição, falta de convites, etc.
Quanto mais cedo a Distimia começar, mais vai prejudicar os relacionamentos.
3) Comorbidades (concomitância de outras patologias): 
Quase todas as distímicas irão ter fases de Depressão mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla).
Geralmente o tratamento dessas fases depressivas muda o humor da paciente para um nível melhor do que o humor Distímico anterior.
Ataques ou Síndrome do Pânico.
Obsessividade, perfeccionismo.
Cefaléias e Enxaquecas.
TPM.
Prisão de ventre.
Sazonalidade, isto é, piora com tempo cinza, chuvoso, sem Sol.
Quando a Distimia for tratada, provavelmente as comorbidades irão melhorar “por tabela”.
4) Causas:
Relações familiares complicadas na infância.
Separação dos pais.
Orfandade cedo.
Pais muito bravos, agressivos, Distímicos.
Famílias com maior incidência de Depressão, Pânico e  DOC (ou TOC)
Famílias com Transtornos de Personalidade, Alcoolismo, Drogas.
Doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção.
Reações duradouras provocadas por Stress pós Traumático.
5) Incidência:
Pode ocorrer desde a infância, mas é mais freqüente na adolescência. Para cada homem existem cerca de 3 mulheres com Distimia. A incidência geral na população é cerca de 3%.
6) Tratamento:
Distímicas não gostam de remédios, mas o tratamento com Antidepressivos melhora a vida delas, de seus amigos e familiares.
A Psicoterapia (mais medicação) é mais importante do que na Depressão.
Por isso, a combinação de Psicoterapia mais Medicação é muito positiva.
Fototerapia: se houver sazonalidade na evolução da Distimia, a Fototerapia pode ajudar. bastante
7) Tem Cura?
Sim. Por dois motivos?
Primeiro que a medicação funciona bem e não tem problema em tomar muitos meses.
Segundo que a Distmia é um círculo vicioso: melancolia - espírito reclamão - menos amizades- isolamento social-feed backs negativos -baixo astral -depressão.
A melhora, com a medicação e a terapia provoca um círculo virtuoso: melhor astral -menos reclamações - menos isolamento - situações de vida melhores - feed backs positivos - estímulo para uma vida mais prazeirosa.
Com o tempo a pessoa começa a funcionar de modo automático de modo mais alegre e pode ficar sem o remédio.




http://www.mentalhelp.com/distimia.htm