sexta-feira, 30 de abril de 2010

(...)

Segunda-feira começo novas funções, e estou apreensiva (para não variar)!
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Gostava de encarar a vida com mais leveza! Não me preocupar com pequenas mudanças, com aquilo que não conheço ou não controlo. Ser segura, confiar em mim e na minha boa estrela**!
Provavelmente, esta insegurança e tristeza impede-me de ter uma vida afectiva, pessoal e social normal! A vida sexual, então, está longe.... parece que acabou sem nunca ter começado (de verdade). Às vezes comparo-me a uma mulher que sofre um acidente, ou tem um problema de saúde e por esse motivo não pode ou não consegue ter vida sexual. É uma comparação muita dura e injusta, mas há momentos de angustia em que me interrogo Porquê? Porque neguei (?) um aspecto da vida que devia ser meu por direito, e não é, sem nenhuma explicação plausível!
Como todas as respostas importantes, esta também está dentro de mim. Na minha mente, para ser mais precisa.
No passado sofri muito com esta realidade. Actulamente, com a ajuda dos antidepressivos (que tomo intermitentemente há 3 anos) ou por causa deles, e com ajuda desta Grande Indiferença e desinteresse que se abateu sobre mim, não dói nada. E se não dói não custa nada, e assim já não sofro...
Se eu penso um dia recuperar/ganhar a minha vida?
Ainda tenho esperança! Não acredito numa mudança repentina, tipo um milagre ou um príncipe encantado que me venha resgatar, mas em pequenas coisas que me vão ajudando a encontrar o meu caminho. Cada sorriso que conseguir conquistar, é uma pequena vitória... Estar a escrever sobre isto, também!

sábado, 24 de abril de 2010

(...)

Apesar de eu considerar que a relação com a minha mãe não é muito intima ou muito ou próxima, ou muito sei lá o quê... A minha mãe saiu-se com 2 saídas que me fizeram pensar que, se calhar, ela sabe mais sobre mim do que julgo.
A primeira:
Tu tens medo dos rapazes!
A segunda:
Tu és doente, vês problemas onde eles não existem!
Sobre a primeira:
Sim! Não só dos rapazes, mas da vida em geral. Tenho uma auto-estima miserável, dependendo dos dias, e sinto-me inferior por nunca ter sido feliz no amor. Perto dos rapazes esse sentimento é mais forte, ou menos indisfárçavel!
Sobre a segunda:
Sim! Agora considero isto uma doença! Sou muito pessimista com os problemas reais e a minha imaginação leva-se a fazer filmes piores ainda! Sou capaz de sofrer só com os pesadelos que tenho e com as coisas que imagino. Claro que esta condição pessimista vai deixando mazelas físicas e psicológicas...
Mumy! Apesar de saberes pouco sobre mim, não estás assim tão longe. Consegues ver aquilo que eu quero disfarçar e que muitos não percebem!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Finally

3 Anos, 2 meses e e 3 dias à espera deste dia!
Finalmente chegou, o último dia de trabalho enquanto estagiária. No entanto e para não variar sinto-me triste e sem alento. Com o "doce" que recebi, fizeram por me dar também um presente envenenado....
Esta mudança vai por à prova a minha capacidade de adaptação, de resistência, vou ter de reaprender a viver no trabalho. Não queria isto agora! Sabendo disso alguém decidiu mudar-me os planos com o simples e nobre propósito de me retirar o sossego conquistado... Resta-me aceitar e imitar o burro, fazer das contrariedades oportunidades! E não dar parte de fraca...
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Hoje também calhou ser o meu primeiro dia de ginásio. Depois de mais de 3 anos sem fazer exercício, decidi cumprir uma das minhas resoluções de ano novo (para 2010), com 4 meses de atraso!
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Estou cansada de estar triste, de não ter com quem dividir o fardo das pequenas angústias do dia-a-dia! Precisava tanto de sentir amor... É a Grande experiência que me falta sentir, conhecer o que é o amor...

domingo, 11 de abril de 2010

Dar não é fazer amor

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom para cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar para mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é stressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém para querer casar, para apresentar para mãe, para dar
o primeiro abraço de Ano Novo e para falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...


Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

(...)

Um segundo apontamento, para dizer que tenho escrito muito sobre pessoas más e pouco sobre pessoas boas, e não quero continuar fazê-lo! E não vou continuar a fazê-lo!

(...)

Só um pequeno apontamento, infelizmente de sexta-feira à noite, para dizer que há pessoas más, maldosas, injustas, frustradas, medíocres e que usam o suposto poder que têm profissionalmente para obrigar os inferiores hierárquicos a bajularem-nos e assim sentirem-se uma boa merda. E quem não o fizer é muito perseguido....!
*
Eu jurei a mim própria que ia mudar de atitude, por uma questão básica de sobrevivência! Ia ficar indiferente a esta maldade toda!
E o meu próximo objectivo de vida é fazer por ser feliz, arranjar actividades de que gosto para me sentir melhor. Fazer por ser feliz, pode parecer um objectivo básico, mas é o oposto de tudo o que tenho feito. A quem me obrigou a tomar esta decisão radical, quero dizer que não me conseguem mandar embora, assim tão facilmente, e acima de tudo Obrigada! Pela decisão que me obrigaram a tomar!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mentiras e coincidências...

Será coincidência ou existirá algum significado oculto em dois acontecimentos marcantes ocorrerem no mesmo dia? 1 de Abril!
O primeiro foi há 4 anos .... fui a Lisboa, aproveitando um objectivo Muito Nobre, fazer uma grande asneira, por minha livre e espontânea vontade... Ainda não sei classificar (bom, mau, péssimo, indiferente) porque o tempo, esse sábio conselheiro, ainda não me deu essa Resposta.
A Resposta vai ser a minha grande conquista, conseguir compreender o que me levou a tomar as decisões erradas que tomei, e Aceitar!
(...) Como é óbvio, não é nada fácil...
Isto foi há 4 anos... Precisamente hoje, aconteceu o que esperava há mais de 3 anos... saíram as vagas para a lista de colocação. O final do estágio e um novo emprego estão por dias... No entanto, uma verdadeira sensação amarga percorre-me, o esforço não foi nada recompensado. Colegas que investiram menos que eu terão as mesmas possibilidades. E como me disse uma colega de trabalho, se optar por ficar no mesmo emprego Vou ser sempre perseguida.
O que aprendi às minhas expensas é que não basta esforço, vontade e dedicação, é preciso saber viver e saber atrair uma aura de sorte.
Em conclusão de final de ciclo, admito que as minhas escolhas podem ter sido dúbias, uma preocupação excessiva em não falhar e em depender exclusivamente de mim... O resultado foi uma depressão nunca completamente curada e que agora dá sinais de voltar... É triste reconhecer que falhei! Não fui pelo caminho da partilha e da convivência, mas pelo mais difícil da dedicação a uma causa que eu julgava segura, ter um emprego estável e sacrificar muito por isso...tanto que até a saúde sacrifiquei!
Claro que a minha consciência não podia estar mais tranquila pela forma honesta como lidei com os colegas, num ambiente de trabalho hostil, agressivo e violento psicologicamente, mantive sempre uma postura correcta e digna...
Lamento, apesar de tudo, não ter feito amigos para a vida....! Comigo não é fácil fazer amigos, independentemente do modo como os conheça, aliás comigo nada é fácil!
Posto isto: depois de todo 3 anos de esforço, fica a questão,
Partir ou Ficar?

Fica outra questão, porquê esta sintonia nas datas?????

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Porquê ter conhecido pessoalmente por acaso, um amigo virtual, que vivia a mais de 600 Km de distância, que me desiludiu e foi uma ajuda extra para a fase negativa que vivo??

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Porquê tantas coincidências?
Assustam-me! (O pior é que não são felizes... )
O objectivo oculto é eu aprender alguma coisa????

Ainda sabemos cantar

Ainda sabemos cantar,
só a nossa voz é que mudou:
somos agora mais lentos,
mais amargos,
e um novo gesto é igual ao que passou.

Um verso já não é a maravilha,
um corpo já não é a plenitude.


Eugénio de Andrade