sábado, 31 de julho de 2010

(...)

Estas férias, descobri uma nova maneira de ocupar as minhas noites quando já não suporto a solidão de casa. Ir passear para um centro comercial, para qualquer sítio que seja ao mesmo tempo sossegado mas não isolado ou ir ao cinema. Claro que para ir ao cinema tenho de ter a preocupação de estacionar o carro num sítio acessível, para não ser perigoso ao sair, um dos inconvenientes de ser rapariga e andar só à noite! Este último programa, cinema, é o preferido porque estou distraída e simultaneamente resguardada dos olhares alheios. Pena não haver filmes interessantes para ver todos os sábados!
Foi uma ideia que me ocorreu para espairecer e ver pessoas, vou continuar a -la em pratica, pelo menos, até eu própria considerar que andar às voltas num centro comercial é um pouco despropositado ou até encontrar alguém conhecido que se aperceba destas deambulações.

Se há coisa que fiz muito nas férias foi pensar e reflectir. Cheguei à conclusão que provavelmente eu gosto realmente da solidão, caso contrario já me teria "prendido" a alguém. Será que o meu isolamento foi uma escolha inconsciente e que agora me está a fazer sofrer mas da qual não me consigo libertar?
A maior prisão é aquela que está dentro de ti mesmo! E eu não me sinto livre!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Recomeçar

Não importa onde você parou,
Em que momento da vida você cansou,
O que importa é que sempre é possível e necessário
"Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida.
E o mais importante: ACREDITAR em você de novo!

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechou a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora, é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples...
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Está se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento",
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar...
Novos desafios.
Onde você quer chegar?
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida.
Pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor,
Melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes,
Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema e toda aquela tranqueira que guardamos.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração.


Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o "Amor".

Paulo Roberto Gaefke;

terça-feira, 27 de julho de 2010

E se...

Ao receber por correio o meu historial de candidatura ao ensino superior, não pude evitar de pensar....E se eu tivesse trocado as opções e em vez de ter ido parar (ao curso e cidade) aonde fui parar tivesse ido parar a outro sítio?
Como teria sido a minha vida? Estaria feliz e realizada agora, com uma profissão que gostava? Teria conhecido pessoas que compreendiam o meu "alheamento" social e ter-me-iam ajudado? Duvido! Eu continuaria a ser eu, e quem tem de fazer a Grande Diferença sou eu.
Estes pensamentos basearam-me na escolha aleatória que foi a minha candidatura, completamente aleatória. Não fez parte de um plano predefinido, nem foi o que eu queria, nem a minha ambição, simplesmente calhou.
A vida é uma serie de escolhas aleatórias e acasos que encadeados formam a vida? E será tudo uma questão de sorte escolher acasos felizes? Ou seja, passar no sítio certo à hora certa ou passar no sítio errado à hora errada? Será só sorte e destino ou será outra coisa?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


Sophia M. Breyner Andresen

sábado, 17 de julho de 2010

Canção

Hoje venho dizer-te que nevou
no rosto familiar que te esperava.
Não é nada, meu amor, foi um pássaro,
a casca do tempo que caiu,
uma lágrima, um barco, uma palavra.

Foi apenas mais um dia que passou
entre arcos e arcos de solidão;
a curva dos teus olhos que se fechou,
uma gota de orvalho, uma só gota,
secretamente morta na tua mão.

Eugénio de Andrede, Palavras Interditas, 1951

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Praia

Já não tinha um dia de praia tão fantástico há muito tempo.
O sol estava suave, não havia vento....tomei banho no mar, coisa que não fazia há anos porque não suporto a água gelada.
Vim me embora eram quase 9 horas (8.45 da noite), isto sem nunca ter olhado para o relógio!
Depois de um dia destes sinto-me revigorada!

TJ

Todos os dias se pode aprender qualquer coisa inesperadamente.

Hoje aprendi nas Tardes da Júlia!

A psicóloga de serviço disse que havia pessoas que passavam pelos consultórios com 40 ou 50 anos que nunca tinham tido uma relação. Por mais que tentassem, não tinham jeito para as relações. Penso que a psicologa também se referia que essas pessoas não tinham feito sexo, como a entrevistada que estava a ser alvo dos comentários e só se casou (e fez sexo) com 49 anos.

A psicóloga elogiou a entrevistada porque, apesar do amor não a assistir, desenvolveu outros interesses, viajou, trabalhou noutro país, não se tornou numa pessoa amargurada nem deprimida, não desistiu, lutou e conseguiu encontrar o amor aos 49 anos. Ao contrario de pessoas em idêntica situação que fazem depender toda a sua valorização pelo facto de não terem um namorado. Ou seja, se nunca tiveram um namorado é porque não prestam para nada.

Eu revejo-me neste último grupo, se nunca tive uma relação é porque.... Não é bem assim, mas é assim que me sinto às vezes! É claro que o amor é muito importante! Mas desenvolver outros interesses, gostar de mim própria é muito mais importante. Ficar obcecada com esta questão do amor não ajuda nada. Ajuda lutar por isso, quando tiver forças para tal.

E o que foi que eu aprendi? Aprendi que posso ser uma dessas pessoas que não tem jeito para as relações. E quanto mais eu sentir inferiorizada com isso pior! Se aceitar esse facto naturalmente, melhor.

Infelizmente também não tenho jeito para as relações de amizade!

Mas, nos últimos tempos aprendi muito sobre mim! Com esta nova aprendizagem, hei-de chegar mais longe...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

L.....

Encontrei-me com uma colega de escola que já não via há 4 anos, na cidade onde estudei.
Trocámos aquelas perguntas de praxe que os amigos fazem quando não se vêm há muito tempo! Ela perguntou-me se eu tinha algum relacionamento. A resposta foi a esperada. Dedicas-te ao trabalho!, disse ela. Nem isso, dediquei-me muito mas fui traída, actualmente, não me dedico a nada!, respondi em pensamento!
Depois comentou que eu me isolo. Deve ser verdade, não é a primeira pessoa a dizê-lo, eu isolo-me mesmo! É um facto!
Falou sobre a vida dela que está a milhas de distância da minha realidade. Quando estou a falar com amigas que têm uma vida preenchida normal, isso ainda me faz sentir mais ridículo o meu pequeno mundinho!
A minha amiga convidou-me para ficar na casa dela esta noite (fica a mais de 100 Km de onde vivo), para irmos passear. Apesar de não ter mesmo mais nada que fazer, declinei o convite. As novidades já estavam contadas e não me apetecia ter de fazer o esforço de conhecer o marido dela, causar boa impressão, arranjar assunto para conversar, abdicar do conforto da minha casa. Era demais para mim! Quis voltar para o meu porto seguro, ou será masmorra (?), para casa, onde o esforço para ser agradável/sociável é mínimo.
Por um lado não suporto a solidão, por outro sou eu que a crio com a minha incapacidade de acreditar que me posso relacionar com os outros. Começo a considerar que o meu maior problema além da baixa auto-estima, é ser anti-social.
Não vejo solução! Já estive noutras fases melhores, com vontade de viver! Agora só me apetece estar sozinha, e é isso mesmo que me faz sofrer mais!

domingo, 11 de julho de 2010

Férias

É óptimo estar de férias e ter tempo para pensar, pensar, pensar, repensar, tornar a pensar, analisar a questão sob diversos prismas e tornar a pensar... De vez em quando, também faço um intervalo para ter pena de mim própria e depois volto a pensar.
Adoro estar de férias!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Noites de verão

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.


William Shakespeare

terça-feira, 6 de julho de 2010

?

Seria pedir muito que eu tivesse sorte e algumas (poucas) coisas me acontecessem por acaso, sem ter de fazer um esforço sobrehumano?
Será que nada, nada é fácil para mim?

domingo, 4 de julho de 2010

A saga de um pensador III

Conferência do Psiquiatra Marco Polo:

A depressão é a experiência mais dramática do sofrimento humano. Só sabe a dimensão dessa dor quem já atravessou os seus vales. As palavras são pobres para a descrever.

(...)

As mulheres não adoecem mais facilmente no território da emoção por serem mais frágeis do que os homens.(...) elas adoecem mais porque amam, dão-se, entregam-se e preocupam-se mais com os outros do que os homens. Além disso, frequentemente são mais éticas, sensíveis e solidárias do que eles. Elas estão na vanguarda da batalha da vida, por isso, estão mais desprotegidas.

A Saga de um Pensador de Augusto Cury

sábado, 3 de julho de 2010

A saga de um pensador II

Carta de Marco Polo a um amigo:

Entre as pessoas deprimidas tenho encontrado uma rara sensibilidade: são tão sensíveis que não possuem protecção emocional. Quando alguém as ofende, estraga-lhes o dia, a semana, o mês e, às vezes, a vida. São tão encantadoras que, sem disso terem consciência, vivem o princípio da co-responsabilidade inevitável de maneira exagerada. Por isso, perturbam-se com o futuro e sofrem intensamente devido a problemas que ainda não aconteceram. Preocupam-se tanto com os outros que vivem a dor deles! São óptimos para a sociedade, mas péssimos para si mesmas

(...)

Os que atravessaram os seus desertos psíquicos e os superaram tornaram-se mais belos, lúcidos e ricos do que eram.

A Saga de um Pensador de Augusto Cury